O mito do Rapaz do Bengaleiro do Frágil correu milhas intercontinentais, despertando tanta curiosidade, ao ponto de ter sido incluido no roteiro de Lisboa, nas visitas a nao perder.As referencias ao tal rapaz nao paravam durante meses na blogosfera.
Comecou por ser uma atraccao pessoal, que inspirou cancoes de amor, chegou-se a propor-lhe candidatura 'as presidencias, a dedicar-lhe poemas, de amor, chamou-se-lhe pao, gato, chegou mesmo a haver tentativas timidas de contacto, continuava a fazer cantar de amor, tornado consciente a obcessao, e cada momento de espera ate' ao proximo encontro tornava-se num verdadeiro cold turkey... ate' que um dia:
Já não há nada ali que faça sentido, já nada vale a pena, nada o prende àquele lugar.
Tudo tem o seu fim e o rapaz do bengaleiro do Fragil ja era... (ou melhor felizmente eles ainda existem, o rapaz e o bengaleiro, mas nao juntos, como o mito os descrevia... O rapaz partiu para outra, melhor, esperamos para ele, e o bengaleiro do Fragil, esse esta' abandonado e sozinho 'a espera do proximo rapaz do bengaleiro.)
E finalmente o reconhecimento da realidade e o seguir em frente com as memorias e a sorrir para que a vida continue a acontecer:
Porque o meu coração é mesmo assim, grande como uma casa, onde cabe muita gente, onde há sempre lugar para mais alguém e onde toda a gente é bem vinda, assim venha por bem.
Assim foi a historia do rapaz do bengaleiro que nunca conheci, mas que me levou ao Fragil e sobretudo ao conhecimento do autor deste ja mito, o Astianax, que sabe que sonhar e' uma condicao necessaria e essencial para realizar os sonhos!
Ja ha algum tempo, ela me tinha atraido pela forma como expoe e defende as suas ideias no
O bar da Comuna estava animado com os amigos e conhecidos dos actores, uma festa improvisada talvez, mas com um ambiente muito acolhedor.
Foi no dia 26 de Agosto de 2005 e ainda parece que foi ontem. O encontro (massive blind-date) foi no
quiejinhos e o vinho. Estava tudo tao bom que eu esqueci-me das boas maneiras sociais e nao arranquei pe enquanto o vinho nao se acabou, deixando passar a refeicao sem hablar com elas. Mas ai' mais uma vez a compreensao era estampada em todas as caras e eeu rendi-me e senti-me em casa.
Que rica ideia, e' mais outra prenda interactiva, alias mais do que isso, entra pela alma adentro.
Ainda nao aterrei a 100%, tenho a mente a voar algures entre Lisboa e Zurich ou talvez mais a oriente.
E no fim, ainda a rever os ultimos momentos deste filme de emocoes, como se o universo tivesse reparado que lhe faltava o som para completar a obra, deparo-me com a Misia e gentilmente oferece-me aquela que viria a ser a banda sonora desta viagem, o seu ultimo album "Drama Box".






















Para alem das marcas tangiveis e visiveis na arquitectura, na religiao e ate' nos habitos alimentares ha' marcas que me tocaram pela estranha sensacao de familiaridade que provocaram em mim:
Estava a admirar e a reconhecer as origens do estilo arquitectonico quando suou campainha e de repente o entao vazio recreio encheu-se de criancas prontas a aproveitar o recreio como de costume. Ao olharem para mim, param, calam o alarido e aproximam-se lentamente. Depressa fui rodeado de criancas curiosas, sorridentes e de olhares intensos. Havia algo de familiar naqueles olhares e ao se apresentarem, os apelidos vieram explicar o que sentia - estava rodeado de pequenos Silvas, Fernandes, Pereiras e outros parentes afins.


Esta e' a parte da nossa historia de colonizadores que eu mais gosto. Apesar de se saber que o processo nao foi assim tao cheio de paz e de amor, envolve sem duvida algum romantismo.
Visto de mais perto e de outro angulo, verifica-se o contrario, uma mulher chinesa oferece uma flor a um marinheiro portugues, representando neste gesto, as boas vindas dos portugueses, pela parte dos chineses. A historia registada pela China, conta outra versao, mas agora pouco interessa, nao vou desmanchar o romantismo desta bonita estatua.



Se Portugal continua vivo nas ruas de Macau, a China tambem nunca deixou estas paragens e protegida das estratégias maquiavélicas de Mao Tse Tung (毛澤東), parece de certa forma ter-se conservado melhor.
Estas lojas situam-se nas ruelas adjacentes a norte do centro historico de Macau. Para alem das lojas estabelecidas, em alguns cantos de ruas, os vendedores ambulantes instalam-se a vender variadissimos objectos de arte e reliquias do passado. Sente-se uma certa magia talvez pela carga do tempo visivel em tudo o que se ve. Um gramofone a tocar um disco de 78 rotacoes de uma opera chinesa, tanto nos pode levar a
O tempo aqui parece parado, pouco ou nada mudou nestas ruelas de ha' umas boas decadas para ca'. Tudo parece indiferente 'a velocidade com que o progresso transforma o territorio nao muito longe destas ruelas. Tal como os objectos 'a venda, os vendedores sao os mesmos. Tudo esta' igual como ha' 10 anos, e talvez ha' 20, 50 ou 70 anos.
Aterrar em Macau, para mim, continua a ter muitas semelhancas de aterrar em Lisboa. Apesar do territorio de Macau ter sido devolvido 'a Republica Popular da China ha' quase 6 anos, a presenca de Portugal continua bem presente. Macau foi, e' e agora, sera' sempre um museu vivo, testemunha dos primeiros tempos daquilo a que hoje se chama globalizacao. Apesar do actual enorme e acelerado desenvolvimento, Macau conseguiu a manter quase inalterado o charme duma epoca quando as cidades tinham uma escala mais humana. 




