Monday, July 10, 2006

Vêm aí dias na Birmânia

Nao, nao me referia 'a magnifica obra de George Orwell, "Burmese Days", mas ja' que lhe estou a emprestar o titulo e atendendo ao actual clima que se vive nas terras da sua magestade, aproveito para lhe fazer um pequeno apontamento e recomendar a sua leitura.
Em "Dias na Birmânia", Orwell retrata-nos a Birmania dos anos 30 do seculo XX, durante a ocupacao britanica, destacando o impacto do imperialismo na sociedade local. Esta obra ajuda-nos a compreender a Birmania (actualmente designada por Myanmar) de hoje bem como as actuais reaccoes menos nobres dum povo com um grande passado de domínio sobre outros.
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"Os leitores de Kipling e seus heróis ingleses ou nativos nos países do Império Britânico devem ler esse romance de Orwell para descobrir a face menos gloriosa da dominação colonial - o preconceito, a mesquinhez, a arrogância de parte a parte."

Feitas as referencias merecidas por razoes opostas, regressamos ao titulo deste post e ‘a razao pela qual inicialmente, o tinha escrito. Inicia-se aqui uma serie de posts dedicada a Myanmar (ou Birmania, como eu lhe prefiro chamar).
Photobucket - Video and Image HostingRespondendo a mais uma sugestao do Swatch, recuei a Abril de 1998 e fui de novo ao bau das memorias para recordar, reviver e compartilhar aqui um pouco da Birmania que entao vi.
A tomada de decisao para se visitar a Birmania (país com longo historial de opressoes, passando de colonia a ditadura military), continua a ser polemica, ate' aos dias de hoje, na medida em que o turismo pode ser visto como um apoio ao actual regime. Nao discordando totalmente deste ponto de vista, penso que para penalizar o governo deste modo, boicotando quaisquer visitas ao país, penalizasse de forma mais intensa, o proprio povo que pode eventualmente beneficiar directamente da nossa presenca. A decisao e forma de agir cabe portanto a cada um. A minha foi de ir ver o que la' se passava.
Photobucket - Video and Image Hosting Nos proximos posts veremos como o isolamento e opressao politica na Birmania, nos ilustra demasidamente bem o conceito de recuar no tempo.
Visitaremos Rangoon (ou Yangon como actualmente e' designada), a actual capital e observaremos o modo de vida humilde dos seus habitantes.
Subiremos lentamente e dificilmente um rio quase sem agua ate’ ao norte do país, ‘a regiao do Triangulo Dourado, onde assitiremos a auroras e a acasos que fazem juz ao nome da regiao. Photobucket - Video and Image Hosting Vistaremos tambem a velha capital, Mandalay e a cidade dos templos perdidos, Pagan. Ai’, a beleza natural nos fara’ esquecer por momentos a precaria situacao deste povo que nos acolhe.
Mas esta alienação sera’ sempre por breves instantes, pois os olhares 'a nossa volta, lembram-nos constantemente a que ponto a opressao duma ditadura reduz um país. Photobucket - Video and Image Hosting E tambem por isso, nao nos passara’ despercebida a forma como este povo aceita a sua pobreza, como se a alternativa nao existisse, procurando alimento e refugio na religiao budista e razao de viver na sua riqueza cultural.
Para impedir que a educacao faça acordar o comformismo, o governo manda encerrar as escolas. Photobucket - Video and Image HostingE assim, neste ambiente abusivo, mais uma vez se distinguem os pequenos herois e veremos como eles sao obrigados a lutar cedo demais apenas pela sua sobrevivencia. A eles, cujas infancias lhes sao prematuramente roubadas, dedico-lhes esta serie sobre a Birmania - um país amordaçado pela voz da propaganda!

1a photo daqui, 2a photo daqui.
Restantes fotos by Nic @ Myanmar - April 1998

Thursday, July 06, 2006

Junho em Melbourne...

A paragem em Sydney tinha sido acrescentada a esta viagem, como quem "junta o util ao agradavel". Melbourne era de facto o destino onde eu deveria encontrar a resposta que procurava.
Melbourne e' conhecida por ser a cidade mais europeiada Australia e de num so' dia, apresentar condicoes climatericas das quatro estacoes. A primeira caracteristica e'-nos revelada de imediato, ja' a segunda nao se pode comprovar porque aparentemente, as quatro estacoes num so' dia, apenas acontece na Primavera e Verao. No Outono (periodo em que se fez esta visita) e Inverno, limitasse 'a mesma estacao todos os dias - o Inverno Molhado.
Vindos de Sydney, deu para notar que a teoria do sul, aqui tambem se confirma. Os habitantes de Melbourne, sao em geral muito simpaticos e hospitaleiros. O multiculturalismo e' mais evidente e mais integrado do que em Sydney.
A arquitectura, o interesse visivel pelas artes e os habitos socio-culturais dos residentes de Melbourne, atribui 'a cidade um certo charme que facilmente conquista a simpatia de quem a visita.

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A cidade moderna involve mas nao apaga o passado.

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A tradicao, e' mantida viva,

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e o passado e' hoje conservado, com a consciencia do seu papel no futuro.

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As semelhanças com o velho mundo,

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sao cuidadosamente tratadas,

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e habilmente evidenciadas,

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'a luz da ribalta,

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com a consciencia de que sobre essas heranças, roda o futuro.

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Paralelamente 'a conservacao, Melbourne desenvolve a sua faceta contemporanea,

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A arte e a cultura sao outras tentativas de marcar a sua distincao no novo mundo onde se encontra,

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E por isso estimula e promove os habitos socio-culturais do velho mundo.

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A paisagem urbana e' tambem aqui cuidadosamente desenhada, para atrair e agradar.

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Por todas estas razoes e mais esta, pessoalmente achei que Melbourne possui muitas semelhancas com a cidade de Montreal, no Canada'.

Sydney e' uma cidade bonita e Melbourne, uma cidade simpatica!

Termina aqui esta viagem 'a Australia, 'a procura da resposta encontrada:

Nao, obrigado!
Primeiro, ja' alguma vez alguem se inspirou ao ponto de compor alguma cancao tipo "Junho em Melbourne"?
Segundo, algo me diz que me seria dificil passar dois anos com Kath's e Kim's.


Mas nao deixem de visitar a Australia, sobretudo se estiverem a passar pela zona, pois e' de facto um país cheio de beleza natural, tal como muitos outros.
OLRITE, no worries mate!


photos by Nic @ Melbourne, Australia - June 2006

Wednesday, July 05, 2006

construindo alma

Disse aqui no inicio desta serie de posts sobre Sydney, que a Australia era um pais sem alma: "e’ um pais muito novo para revelar a sua nova alma que decerto se formara’ ao longo dos proximos seculos e milenios".
Para terminar esta serie, deixo-vos com um post que demonstra a meu ver, um contributo para a formacao e desenvolvimento da jovem alma da Australia.
O espetaculo de danca moderna The Director's Cut, e' inspirado em diversas coreografias produzidas ao longo dos ultimos 30 anos por Graeme Murphy, Director e Coreógrafo da Compania de Danca de Sydney, celebrando o seu exito e a consequente exposicao internacional. E'uma celebracao da realizacao dum sonho bem como o indiscutivel papel activo da Companhia, na formacao da alma e da imagem da Australia.
Este espetaculo e' uma obra de arte de expressao corporal, cujos movimentos, inspirados do yoga e artes marciais produzem efeitos fluidos de uma beleza extraordinaria.
Deixamos entao Sydney, com uma apresentacao complementar aos posts anteriores, dando a conhecer um pouco melhor uma equipa que contribui sem duvida para a construcao da alma da Australia:

Graeme Murphy, director da companhia de Danca de Sydney desde ha' 30 anos e Janet Vernon assistente artistica e sua esposa:
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The Director's Cut conta ainda com um excelente elenco de bailarinos:
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onde se destaca a actuacao principal do jovem Reed Luplau:

Reed Luplau - photo by Stephen Ward

Fotos dos ensaios:
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Fotos do espetaculo tiradas daqui:

Teagan Lowe - photo by Stephan Ward


Katie Ripley and Joshua Consandine - photo by Pascall Elliott


Reed Luplau - photo by Stephen Ward


Still from Samuel James and Narelle Benjamin's Film Pod.


ps. homenagem 'a equipa das quinas: que a sua danca de logo 'a noite, contribua-a para a consolidacao da ja' madura alma lusa.

Friday, June 30, 2006

The Director's Cut

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photos by Stephen Ward

Choreography: Graeme Murphy
Creative Associate: Janet Vernon
Composer: Paul Healy
Set Design: Vince Frost www.frostdesign.com.au
Costumes: Jennifer Irwin
Lighting: Damien Cooper
Sound System Design: Tim O’Neill

Musicians featured in the Music for CUT:
Violins: Naomi Radom / Natasha Rumiz
Saw: Azo Bell
Baritone Clarinet: Paul Cutlain

Music recorded and produced by Paul Healy at Supersonic.

Thursday, June 29, 2006

A night at the Opera

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A noite abate-se sobre a Opera mas ela nao se deixa apagar. Desperta ainda com mais intensidade como quem convida a entrar...

E ver o que tem para nos dar...
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A sedução e' inevitável...

A promessa leva 'a rendição...
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Ladies and Gentlemen the show is about to begin…

Wednesday, June 28, 2006

companhia

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Ha’ momentos que encantam com tal intensidade que nos suspendem da realidade.
Sao momentos com demasiada beleza para uma so’ pessoa e ‘as vezes torna-se necessario inventar a companhia ausente, para a podermos compartilhar.

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Outras vezes a companhia esta' la' e nessas alturas recomenda-se de usufruir ao maximo da sua presença, para que essas experiencias nunca nos deixem ficar sós...

photos by Nic @ Sydney, Australia - May 2006

Tuesday, June 27, 2006

Opera House

Quase a completar a visita a Sydney e 'as suas magnificas praias, nao queria ir embora sem dar um maior e merecido detaque ao edifico mais impressionante desta cidade e que desde a sua inauguracao em 1973, passou a ser o seu icon - Sydney Opera House.
Apenas a titulo de curiosidade, o mestre desta garndiosa obra foi o arquitecto dinamarquez, Jorn Utzon que em 1955, viu a sua criacao ser a escolhida pelas autoridades australianas, na sequencia de um concurso publico. Jorn Utzon mudou-se para Sydney em 1957, aquando do inico da obra, para fazer parte da equipa de construcao. Infelizmente a obra nao decorreu como inicialmente planeado. Devido a interferencias de diversas posicoes politicas, infelizmente tambem muito frequentes neste tipo de obra, Jorn Utzon acaba por abandonar a execucao do projecto em 1966. A obra acabou por ser concluida em Agosto de 1973, sob a direccao de Peter Hall.
O edifico tem um design muito particular o que obrigou a tecnicas de construcao menos convencionais. A estrutura e' composta por um esqueleto de vigas pre-fabricadas, com acabamento interior de betao aparente, o que obriga a constante obtenção de elevados padroes de qualidade. O edifico e' exteriormente coberto por mosaicos de granito vidrados de cor branca, o que permite a refelxao da luz e calor, dando ao edificio diversas tonalidades ao longo do dia, das estacoes do ano e de acordo com o angulo de incidência e intensidades do sol.
A Sydney Opera House e' na essencia uma obra de arte a 3 dimensoes. E' uma escultura que permite diferentes interpretacoes de acordo com a distancia, o angulo e a posicao, a que olhamos para ela. Um ninho de passaros, as petalas de uma flor, fachadas goticas, cabeca dum passaro, um grupo de golfinhos, uma baleia, escamas dum peixe, etc, etc, etc... estas sao apenas algumas impressoes que esta obra de arte nos desperta em nós.
Eis aqui alguns pontos de vista para a interpretação da imaginação de cada um:

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photos by Nic at Sydney Opera House - Australia, May 2006