Tuesday, July 18, 2006

Budismo na Birmania

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O Budismo na Birmania, e' a fundacao sobre a qual assenta a cultura birmanesa, sendo tambem em muitos casos o refugio que alimenta o corpo e fornece a unica alternativa 'a educacao que em varias alturas da historia recente esteve interdita pela ditadura, com a desculpa de evitar revoltas.
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"According to many Buddhism Experts, Burma, the land of pagodas, is the only country in the world where Theravada Buddhism flourishes most and also the only country in the world where there are Pali Athakathas and Tikas completely published. (...) There are fifty two thousand monasteries, over one thousand monastic institutions (Colleges) and two State Pariyatti Sasana Universities (Yangon / Mandalay) plus the newly-opened International Buddhist Missionary University . There are also sixteen hundred thousand Bhikkhus and twenty five thousand novices and more than five hundred Meditation Centres. Myanmar had been twice blessed by the holding of the last two International Theravada Buddhist Councils (Synods). Tipitakadhara examination, another unique feature, ( to memorize and recite 8025 pages of the Tipitaka) has been held annually for many decades and so far six bhikkhu candidates have passed both oral and written parts."
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"The monks set out each day at first light with their alms-bowls and wander silently through the village or town collecting the food for the day. On returning to the monastery they will share the food and usually eat communally finishing their meal - for some monks their only meal - before miday."
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"Every country or every race has its own moral culture, which is the characteristic of that country or that race. As for Myanmar, it has its own culture, which is based on Buddhism."
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"Since a monk gets his daily food from such regular alms-round and because he does not partake of anything after noon, he needs no money for shopping in the market; he needs no other utensils to prepare and cook his food. He has no means of storing food for the next day either. Thus he is free from all the troubles in connection with food. If only he has a bowl to put the alms in, and if only he is healthy and strong enough to go out in the morning to receive the offertories from the devout families, then he gets enough food to sustain himself for the day. The food he receives is well cooked and usually the best part of the meal. So a monk has nothing to do with kitchen work and recipe collection or menu itemization."
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Artigos sobre a influencia do budismo na Birmania, aqui, aqui ou aqui.
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photos by Nic at Rangoon, Burma - Apr.1998

Friday, July 14, 2006

Refrescar em Rangoon!

Na Birmania, ha' alturas do ano em que o calor e' de facto infernal, mesmo para os proprios birmaneses. No entanto para alguns, esse calor e' a fonte do seu ganha pao.
Um pouco por toda a cidade de Rangoon, encontram-se vendedores de "agua de gelo".
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Quando a sede aperta, os vendedores de agua la' estao, dispostos e contentes para ajudarem a resolver o problema. Pela modica quantia duns tostoes, pode-se comprar um copo de agua de gelo (copo nao incluido).
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A agua e' obtida a partir do descongelamento dum pedaco de gelo, previamente colocado num filtro (do genero dum filtro tradicional de cafe') e vai pingando, gota a gota para um copo. Antes de ser servida ao cliente, essa mesma agua e' passada varias vezes pelo pedaco de gelo, para resfriar mais um pouco. A higiene deixa muita a desejar, desde a origem do gelo, 'a propria agua utilizada e ao facto dos copos serem re-utilizados sem lavagem. Mas isso sao tudo requesitos desnecessarios para os sistemas imunologicos dos birmaneses, habituados 'as condicoes precarias que o país lhes oferece. O risco de contrair uma doenca, e' no entanto, enorme para um estrangeiro!
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Para os mais abonados, uma alternativa mais doce, uma fatia de melancia ou um pouco mais caro, um sumo de melancia!

E para melhores resultados e' aconselhavel polvilhar (ou barrar) a cara com po' de tanaka (1), tal como a crianca na primeira foto e a senhora da segunda, pois para alem de refrescar absorvendo o suor, e' considerado um cosmetico natural, protector solar e replente de mosquitos!

(1) Genero de po' de talco, de cor amarelo palido, feito a partir da serradura da arvore Tanaka, abundante na floresta tropical da Birmania.
O fruto desta arvore tambem e' comestivel, e dado 'a sua forma (de maça) e ao seu gosto e consistencia (mais a madeira do que a maça), e' designado em ingles por "wood apple".



photos by Nic @ Rangoon, Burma - April 1998

Tuesday, July 11, 2006

Abril em Rangoon

Aterramos em Rangoon, actualmente designada Yangon (1), capital da Birmania, em Abril de 1998.
De imediato nos foi bruscamente removido das bagagens, quaisquer associacoes entre Abril e Primavera, liberdade e democracia.
O simbolismo de Abril na Birmania, nao podia estar mais afastado, do simbolismo de Abril em Portugal. E estabelecer qualquer comparacao, seria descabido e surreal.
Abril em Rangoon, bem como no resto do país, queima como um inferno. O calor faz-se sentir com tal intensidade, que o país ja' de si quase parado, para na totalidade nas horas mais quentes do dia.
Aproveitando a referencia feita no post anterior ao romance de George Orwell, "Burmese Days", e 'a sua excelente capcidade de descrever o meio ambiente e de o transmitir ao leitor, destaco os seguintes enxertos, para deixar aqui uma ideia do clima na Birmania no mes de Abril:

"...the month was April, and there was a closeness in the air, a threat of the long, stifling midday hours."

"The heat rolled from the earth like the breath of an oven. The flowers, oppressive to the eyes, blazed with not a petal stirring, in a debauch of sun. The glare sent a weariness through one's bones. There was something horrible in it--horrible to think of that blue, blinding sky, stretching on and on over Burma and India, over Siam, Cambodia, China, cloudless and interminable."

"Look at that bloody sky, not a cloud in it. Like one of those damned great blue enamel saucepans."

" (2)...the sun glared in the sky like an angry god then suddenly the monsoon blew westward, first in sharp squalls, then in a heavy ceaseless downpour that drenched everything until neither one's clothes, one's bed nor even one's food ever seemed to be dry. It was still hot, with a stuffy, vaporous heat."


Tal como o calor, o governo tambem abrasa e queima quem discordar e nao cumprir com as regras da ditadura militar.
Os conceitos de democracia e liberdade na Birmania, sao infelizmente ja' de si dificeis de imaginar, pois oficialmente nem existem.

Estes sao os primeiros aspectos a nao passar despercebidos aos recem chegados. Para a agressevidade do clima, nao ha' sinais de aviso, mas para o clima politico, ha' um pouco por todo o lado, placards com slogans que servem para "educar" tanto os cidadaos como os eventuais visitantes que nao tenham logo compreedido onde se encontram.
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- Oppose those relying on external elements, acting as stooges, holding negative views.
- Oppose those trying to jeopardize stability of the State and progress of the nation.
- Oppose foreign nations interfering in internal affairs of the State.
- Crush all internal and external destructive elements as the common enemy.


traducao livre:
- Opoem-te 'aqueles que se baseiam em elementos exteriores, procedem mal possuindo pontos de vista negativos;
- Opem-te 'aqueles que tentam minar a estabilidade do Estado e progresso da cao;
- Opem-te 'as nacoes estrangeiras que inteferem nos assuntos internos do Estado;
- Esmaga todos os elementos destrutivos, internos ou externos, considerados inimigos.

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O isolamento da Birmania do resto do mundo, e' patente e a sensacao de se recuar no tempo e' estranhamente nao fantasia.
O "progresso" parou com a retirada dos colonialistas e nem a manutencao do que ja' existia se iniciou. A corrupcao da ditadura, cria pobreza.
A cal e o asfalto vao se degradando, consomindo as pessoas e infrastruturas ate' ao ultimo tijolo.
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O comercio e' quase inexistente, para alem dos mercados e dos pequenos cantos de rua que vendem cha', frutas e agua de gelo.
O entretenimento era na altura proibido. Tinha recentemente fechado o unico pub "Johnny Guitar" que passava musica estrangeira e atraia turistas. Uma capital sem um bar, apenas os cantos de rua com pequenos bancos de plastico, serviam a local de encontro.
'A noite, as ruas ficam desertas e a escuridao e o silencio abatem-se sobre a cidade e os seus habitantes.
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Os meios de transporte eram tambem muito rudimentares e inexistentes
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sendo o caminhar o mais corrente deles todos.
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Em vez de autocarros, eram as camionetas de carga apinhadas de gente
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que serviam para transportar pessoas, nos percursos mais longos.

Rangoon e' apesar de tudo, uma cidade povoada de gente simpatica e humilde, visivelmente assustada pela propria tentacao de se aproximarem e falarem com turistas. A sensacao de "big brother is watching you" e' incrivel e visivelmente sentida, havendo mesmo teorias que defendem que George Orwell visualizou a Birmania de hoje, quando escreveu "1984".
Abril em Rangoon e' como todos os outros meses, sem liberdade e sem democracia apenas com uma pequena diferenca: Abril em Rangoon e' um mes que o sol imita o govermo, mirando ferozmente o povo como um deus enfurecido (2).


(1) Yangon e' formada por duas palavras "yan" que significa "inimigos" e "koun", "livrar-se de", o que em traducao livre para portugues, seria qualquer coisa como "Livrar-se de inimigos", o que pessoalmente acho um nome descabido para uma capital e por isso prefiro chamar-lhe Rangoon.

photos by Nic @ Rangoon, Burma - April 1998

Monday, July 10, 2006

Vêm aí dias na Birmânia

Nao, nao me referia 'a magnifica obra de George Orwell, "Burmese Days", mas ja' que lhe estou a emprestar o titulo e atendendo ao actual clima que se vive nas terras da sua magestade, aproveito para lhe fazer um pequeno apontamento e recomendar a sua leitura.
Em "Dias na Birmânia", Orwell retrata-nos a Birmania dos anos 30 do seculo XX, durante a ocupacao britanica, destacando o impacto do imperialismo na sociedade local. Esta obra ajuda-nos a compreender a Birmania (actualmente designada por Myanmar) de hoje bem como as actuais reaccoes menos nobres dum povo com um grande passado de domínio sobre outros.
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"Os leitores de Kipling e seus heróis ingleses ou nativos nos países do Império Britânico devem ler esse romance de Orwell para descobrir a face menos gloriosa da dominação colonial - o preconceito, a mesquinhez, a arrogância de parte a parte."

Feitas as referencias merecidas por razoes opostas, regressamos ao titulo deste post e ‘a razao pela qual inicialmente, o tinha escrito. Inicia-se aqui uma serie de posts dedicada a Myanmar (ou Birmania, como eu lhe prefiro chamar).
Photobucket - Video and Image HostingRespondendo a mais uma sugestao do Swatch, recuei a Abril de 1998 e fui de novo ao bau das memorias para recordar, reviver e compartilhar aqui um pouco da Birmania que entao vi.
A tomada de decisao para se visitar a Birmania (país com longo historial de opressoes, passando de colonia a ditadura military), continua a ser polemica, ate' aos dias de hoje, na medida em que o turismo pode ser visto como um apoio ao actual regime. Nao discordando totalmente deste ponto de vista, penso que para penalizar o governo deste modo, boicotando quaisquer visitas ao país, penalizasse de forma mais intensa, o proprio povo que pode eventualmente beneficiar directamente da nossa presenca. A decisao e forma de agir cabe portanto a cada um. A minha foi de ir ver o que la' se passava.
Photobucket - Video and Image Hosting Nos proximos posts veremos como o isolamento e opressao politica na Birmania, nos ilustra demasidamente bem o conceito de recuar no tempo.
Visitaremos Rangoon (ou Yangon como actualmente e' designada), a actual capital e observaremos o modo de vida humilde dos seus habitantes.
Subiremos lentamente e dificilmente um rio quase sem agua ate’ ao norte do país, ‘a regiao do Triangulo Dourado, onde assitiremos a auroras e a acasos que fazem juz ao nome da regiao. Photobucket - Video and Image Hosting Vistaremos tambem a velha capital, Mandalay e a cidade dos templos perdidos, Pagan. Ai’, a beleza natural nos fara’ esquecer por momentos a precaria situacao deste povo que nos acolhe.
Mas esta alienação sera’ sempre por breves instantes, pois os olhares 'a nossa volta, lembram-nos constantemente a que ponto a opressao duma ditadura reduz um país. Photobucket - Video and Image Hosting E tambem por isso, nao nos passara’ despercebida a forma como este povo aceita a sua pobreza, como se a alternativa nao existisse, procurando alimento e refugio na religiao budista e razao de viver na sua riqueza cultural.
Para impedir que a educacao faça acordar o comformismo, o governo manda encerrar as escolas. Photobucket - Video and Image HostingE assim, neste ambiente abusivo, mais uma vez se distinguem os pequenos herois e veremos como eles sao obrigados a lutar cedo demais apenas pela sua sobrevivencia. A eles, cujas infancias lhes sao prematuramente roubadas, dedico-lhes esta serie sobre a Birmania - um país amordaçado pela voz da propaganda!

1a photo daqui, 2a photo daqui.
Restantes fotos by Nic @ Myanmar - April 1998

Thursday, July 06, 2006

Junho em Melbourne...

A paragem em Sydney tinha sido acrescentada a esta viagem, como quem "junta o util ao agradavel". Melbourne era de facto o destino onde eu deveria encontrar a resposta que procurava.
Melbourne e' conhecida por ser a cidade mais europeiada Australia e de num so' dia, apresentar condicoes climatericas das quatro estacoes. A primeira caracteristica e'-nos revelada de imediato, ja' a segunda nao se pode comprovar porque aparentemente, as quatro estacoes num so' dia, apenas acontece na Primavera e Verao. No Outono (periodo em que se fez esta visita) e Inverno, limitasse 'a mesma estacao todos os dias - o Inverno Molhado.
Vindos de Sydney, deu para notar que a teoria do sul, aqui tambem se confirma. Os habitantes de Melbourne, sao em geral muito simpaticos e hospitaleiros. O multiculturalismo e' mais evidente e mais integrado do que em Sydney.
A arquitectura, o interesse visivel pelas artes e os habitos socio-culturais dos residentes de Melbourne, atribui 'a cidade um certo charme que facilmente conquista a simpatia de quem a visita.

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A cidade moderna involve mas nao apaga o passado.

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A tradicao, e' mantida viva,

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e o passado e' hoje conservado, com a consciencia do seu papel no futuro.

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As semelhanças com o velho mundo,

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sao cuidadosamente tratadas,

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e habilmente evidenciadas,

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'a luz da ribalta,

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com a consciencia de que sobre essas heranças, roda o futuro.

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Paralelamente 'a conservacao, Melbourne desenvolve a sua faceta contemporanea,

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A arte e a cultura sao outras tentativas de marcar a sua distincao no novo mundo onde se encontra,

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E por isso estimula e promove os habitos socio-culturais do velho mundo.

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A paisagem urbana e' tambem aqui cuidadosamente desenhada, para atrair e agradar.

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Por todas estas razoes e mais esta, pessoalmente achei que Melbourne possui muitas semelhancas com a cidade de Montreal, no Canada'.

Sydney e' uma cidade bonita e Melbourne, uma cidade simpatica!

Termina aqui esta viagem 'a Australia, 'a procura da resposta encontrada:

Nao, obrigado!
Primeiro, ja' alguma vez alguem se inspirou ao ponto de compor alguma cancao tipo "Junho em Melbourne"?
Segundo, algo me diz que me seria dificil passar dois anos com Kath's e Kim's.


Mas nao deixem de visitar a Australia, sobretudo se estiverem a passar pela zona, pois e' de facto um país cheio de beleza natural, tal como muitos outros.
OLRITE, no worries mate!


photos by Nic @ Melbourne, Australia - June 2006

Wednesday, July 05, 2006

construindo alma

Disse aqui no inicio desta serie de posts sobre Sydney, que a Australia era um pais sem alma: "e’ um pais muito novo para revelar a sua nova alma que decerto se formara’ ao longo dos proximos seculos e milenios".
Para terminar esta serie, deixo-vos com um post que demonstra a meu ver, um contributo para a formacao e desenvolvimento da jovem alma da Australia.
O espetaculo de danca moderna The Director's Cut, e' inspirado em diversas coreografias produzidas ao longo dos ultimos 30 anos por Graeme Murphy, Director e Coreógrafo da Compania de Danca de Sydney, celebrando o seu exito e a consequente exposicao internacional. E'uma celebracao da realizacao dum sonho bem como o indiscutivel papel activo da Companhia, na formacao da alma e da imagem da Australia.
Este espetaculo e' uma obra de arte de expressao corporal, cujos movimentos, inspirados do yoga e artes marciais produzem efeitos fluidos de uma beleza extraordinaria.
Deixamos entao Sydney, com uma apresentacao complementar aos posts anteriores, dando a conhecer um pouco melhor uma equipa que contribui sem duvida para a construcao da alma da Australia:

Graeme Murphy, director da companhia de Danca de Sydney desde ha' 30 anos e Janet Vernon assistente artistica e sua esposa:
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The Director's Cut conta ainda com um excelente elenco de bailarinos:
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onde se destaca a actuacao principal do jovem Reed Luplau:

Reed Luplau - photo by Stephen Ward

Fotos dos ensaios:
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Fotos do espetaculo tiradas daqui:

Teagan Lowe - photo by Stephan Ward


Katie Ripley and Joshua Consandine - photo by Pascall Elliott


Reed Luplau - photo by Stephen Ward


Still from Samuel James and Narelle Benjamin's Film Pod.


ps. homenagem 'a equipa das quinas: que a sua danca de logo 'a noite, contribua-a para a consolidacao da ja' madura alma lusa.