Saturday, November 25, 2006

Obrigado

So muito rapidamente para agradecer a tod@s que me deixaram mensagens simpaticas na caixa dos comentarios.
Nao tem sido facil, mas estou bem. Comeco a ver a luz la' no fundo do tunel e em breve espero puder sair desta fase negra (oxala').
Ja arranjei casa (quase um mes depois de aqui chegar) mas ainda nao tenho internet nem acesso facil a cybercafes.
Logo que a tempestade acalmar, retomarei a minha rotina aqui no tripping. Tenho imenso para contar deste pais muito muito particular...
um grande abraco a tod@s
nic

Sunday, November 05, 2006

Tripping out of my space

Tambem, estava a ver que nao me deixavam carregar o blogger... dasse, isto sou ou estou mesmo num inferno. ha momentos que me esqueco que ainda continuo no planeta terra e que tudo isto nao passa dum pesadelo... mas o pior e' que nao ha' meio de acordar. Ate' me parece muito inapropriado vir para aqui agora com lamurias. Nao foi que nao me tivessem avisado, e que eu ate' tinha alguns pressentimentos, mas nunca pude imaginar que fosse assim tao dificil de tolerar o que me rodeia aqui.
Faltam-me as enegias para teclar e mais ainda para pensar com clareza, mas em poucas palavras, encontrei aqui tudo aquilo que nao procuro, evito e rejeito, na vida.
Talvez se deva, 'aquela fase a que eu graciosamente, um dia em Taiwan aqui designei num post, de "periodo de resistencia". A fase pela qual passamos quando chegamos a um pais novo, apos o periodo inicial da descoberta do desconhecido, quando ainda tudo nos parece engracado e diferente, a que eu tambem aqui designei de "lua de mel".
Mas caramba, a lua de mel nunca se deu, e aquilo pelo que estou aqui a passar e' mais uma auto-defesa do que resistencia. Poderia estar para aqui a teclar o dia todo, mas faltam-me mesmo as energias. So para dar alguns exemplos, que talvez ate' nem sejam os piores, o transito aqui e' de loucos, quem nao tem carro ou conduz, nao tem lugar nas ruas. Os semaforos sao quase inexistentes e quando existem, sao apenas para os carros. Cada travessia duma rua, e' quase uma tentativa de suicidio. O calor, esse ja' era esperado, e' literalmente abrazador, e e' so' assim porque os dias ja' estao "menos quentes". As pessoas, dividem-se entre muitos grupos, mas quase todos aprenderam e adaptaram-se 'as condicoes locais - e' na verdade essencial ser-se agressivo para tudo, ate' para caminhar. Este ambiente cria monstros, e logo de pequeninos se nota a brutalidade dos gestos e posturas. E' demasiado violento para qualquer ser humano que chegue aqui vindo de qualquer sitio e muito mais ainda talvez quando se veu de culturas onde o zen era a filosofia de vida. Hong Kong, comparado com isto, e' uma paisagem do Tibete!
Nao me vou adiantar mais na descricao das pessoas, pois talvez esteja a ser injusto, generalizar do modo que estou a fazer. Apenas queria salientar, como ignorante que sou, que me mete imensa impressao ter que olhar para mulheres completamente cobertas de negro, com tanto calor, e muitas delas afinal nem os buracaos para os olhos teem. Nao sei como hei-de reagir em muitas situacoes. como por exemplo quando seguro a porta a uma senhora e lhe sorrio, nao sei o que se passa por detraz do pano preto. Tento enxergar o contorno do rosto, mas sinto que ha medo do outro lado do pano e fico sem saber se fiz bem ou se fiz mal. Mete-me impressao de ver as mulheres todas cobertas de negro nos corredores do supermercado e os filhotes 'a procura de qual vulto negro e' a mae. Mete-me impressao ver constantemente a mesma coisa, elas de negro e eles de branco, elas ataz e eles 'a frente, mete-me impressao e nao sei se hei-de olhar, de sorrir ou de fechar os olhos a tudo e olhar para o chao. Nao sei como hei-se ser aqui, so sei que nao sou que sao aqui. Mete-me impressao trabalhar com uma mulher, colega a fazer o servico de secretaria e de nao saber como ela e', nem as expressoes faciais que ela faz. Se ela sorri ou se ela se assusta, pois so lhe vejo os olhos e nao consigo ler mais nada, para alem de medo. Nao sei se me vou habituar a isto tudo e a muito mais que nao vou ter energias para aqui deixar escrito.
Sei neste momento, que a onda de negativismo e' demasiada e tenho consciencia de que isso me esta a afectar a forma como eu me tento defender deste novo mundo, que aparentemente nao me parece que tem algo a haver comigo.
Sei que do outro lado do muro, ha' um desrto fantastico e sei se eu tivesse tido a sorte de ter la iniciado a minha estadia neste pais, talvez me preparasse melhor para tudo isto que eu estou a ter dificuldades em aceitar.
Para ja', sei que vou ter de arranjar maneira de me por a milhas e de ir reflectir longe daqui se quero continuar este desafio a que me sujeitei e, reconheco agora, para o qual nao me preparei, minimamente.
Tenho que arranjar maneira de conseguir obter um visto de saida, (sim ate' para isso nos controlam, mas disso falaremos um dia). Ainda nao decidi se vou levar tudo comigo, porque talvez esteja so a passar um periodo de adaptacao dificil e o trabalho e' de facto aliciante, talvez o pico da minha carreira.
Vou ter que ponderar e arquitectar um plano de accao, e tudo havera' de correr bem.
Posto isto, para quem me le, meus amigos, eu estou bem, numa trip ma', mas estou bem e vai ser muito giro um dia eu gozar comigo mesmo, pela forma patetica com que eu lidei com esta situacao.
Ate' parece que o nomme deste blogue, foi inspirado neste episodio da minha vida!
Ate' ja', oxala', como estes gajos para aqui dizem a toda a hora que ate' irrita.

Saturday, October 28, 2006

Gentes a preto e branco

Eram pouco mais da meia noite quando aterrei em Doha, capital do Qatar.
A primeira ideia que tive quando entrei no terminal do aeroporto, era que tinha chegado a um pais de gente preto e branco. Eles vestem-se de tunicas brancas ate' aos pes, com um lenco branco na cabeca. Elas de preto dos pes 'a cabeca, muitas com apenas duas aberturas do tamanho dos olhos. Ha' no entanto algumas mulheres que teem a cara exposta e quando isso acontece, paraec que usam essa pequena area do corpo para ai' se exprimirem tudo o que podem, usando maquilhagem mais apropriadas par um palco ou tela.
'A saida estavam 'a minha espera com um cartaz com o meu nome. Conduziram-me a um hotel, guardaram-me o passaporte e documentos e foram-se embora.
Ninguem sabia quem e quando me iriam contactar.
Sao 15:35 horas locais e a situacao ainda nao mudou.
Entretanto, aventurei-me e sai 'a procura dum multibanco. O calor e' como numa tarde quente dum dia de Agosto, algures no Alentejo. O cenario nao e' bonito. Quase que nao ha' verde, apenas poeira e obras. O pais esta a ser todo reconstruido, para os Jogos da Asai, que terao lugar aqui, a partir dos fins de Novembro.
Por enquanto, nada mais a assinalar, apenas que a imagem das gentes a preto e branco se confirma um pouco por todo o lado.
Ate' ja'.

Doha, 28 de Octobro de 2006

Friday, October 27, 2006

Voltarei em breve...

As primeiras impressoes de Taiwan, ha 4 anos quando aqui cheguei,
Photobucket - Video and Image Hosting

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Quatro anos depois, vejo que nao errei mas longe estava de adivinhar o quao verdade eram essas impressoes.

Ate ja...



photos by Nic at Taipei, Jul 2002

Monday, October 16, 2006

Ultimos minutos...

Este e' o ultimo post, escrito neste teclado que me pertenceu durante os ultimos 4 anos. Hoje e' o meu ultimo dia de trabalho aqui em Taiwan.
Desnecessario sera' de descrever, o desconforto que se sente ao deixar algo que preencheu durante muito tempo, uma grande parte das nossas vidas.
Mais uma interrupcao, mais um limbo de transicao para se seguir mais uma adaptacao e integracao. Enfim, mais um retalho de vida que aqui se completa.
Emocoes 'a parte, a vida - oxala' - nao acaba aqui ainda. E' preciso continuar o caminho que nos foi destinado.
Inevitavelmente, esta interrupcao da rotina, teve o seu impacto a todos os niveis em todos e tudo com que me relacionava - mesmo ate' o Tripping, ficou meio abandonado. Esta fase e' temporaria e em breve, a nova rotina se instalara'.
Entretanto acabei de receber, uma noticia que me vai aliviar um pouco o stress e a tensao resultantes da corrida contra o tempo. A minha partida para o novo destino foi adiada de uma semana (Bendito sejam as festividades islamicas!). Agora vou puder encaixotar a vida com mais calma e quem sabe ate' actualizar o tripping com os posts prometidos de eventos que importam (para mim) de aqui serem registados e porque nao compartilhados.
O relogio nao para, esta' na hora de premir a tecla "Publish", limpar o computador, desliga'-lo, por os objectos pessoais no caixote, tirar as ultimas fotografias com os colegas (parece-me que e' uma tradicao e nao os quero decepcionar agora no fim),
dizer adeus e partir...

Monday, October 02, 2006

Um inicio num fim...

Ha' ja' algum tempo que tinha deixado de te procurar.
Inicialmente porque nao sabia o que realmente queria e nem mesmo mais tarde, quando a tua imagem se tornou mais bem defenida, porque deixei de ter ilusoes que os requesitos criados por nos, nao se encontram disponiveis, como um produto nas prateleiras dum supermercado. E ainda muito menos quando se vive no seio duma cultura tao diferente da nossa - pensava eu.
Nao e' que essa constatação me causasse algum desconforto, antes pelo contrario, a vida continuava a sorrir-me.
Tinha finalmente - pensava eu - atingido a serenidade necessaria para encarar a vida de forma mais realista, mesmo ate' aceitando bem a ideia de que o conceito de "alma-gemea", nao era mais do que um ideal, apenas visionado por nos todos.
Paralelamente a este processo de crescimento interior, sem nunca me ter posto grandes questoes, via-te de vez em quando ca' fora no meu mundo exterior, ao longe, no teu proprio mundo com os teus amigos. Observava-te e admirava-te nao so' pela tua beleza fisica - essa e' obviamente visivel - mas tambem pela boa energia que emitias. Nas varias vezes que os nossos olhares se cruzaram, sentia vinda de ti, uma energia tao forte que me deixava quase paralisado. Os meses foram-se passando, talvez 2 ou 3 anos e apesar de querer, estava demasiadamente distraido, nunca conseguindo vencer as barreiras emocionais e contextuais que me impediam de me aproximar de ti.
O que eu via em ti era demasiadamente especial, para eu me aproximar, naquele espaco com musica e apinhado de gente. Nao queria que o nosso encontro fosse apenas um encontro banal, daqueles que acontecem nas discotecas e bares entre copos e pistas de dancas... Preferia continuar a te observar ate' que o momento certo se proporcionasse naturalmente.
Sabado passado era a minha festa de despedida. A minha ultima noite nesse espaco onde te via de vez em quando, ao longo dos ultimos dois ou tres anos. Por coincidencia, ou talvez nao, foste a primeira pessoa que vi quando entrei. De novo apenas se deu a troca de olhares e de sorrisos e de novo uma certa tensao se apoderou de mim. Dirigi-me ao bar, pedi um bebida e subi ao andar de cima. Ja' nao me recordo como se passou exactamente, so' me lembro que passado algum tempo estavas ao meu lado e nessa altura, sabia que apesar do sitio nao ser o melhor, pensei e agi rapido de modo a evitar uma grande conversa. Disse-te que em breve ia deixar o país e que gostava de te dizer algo antes de partir, mas ali nao era o sitio ideal e por isso preferia te enviar um email. Tu sorriste e foste-te embora para voltar logo de seguida com um papelinho com o teu email. Conversamos um pouco ou pelo menos tentamos e o pouco que te disse senti que ja' o sabias. Os amigos, a musica e a ocasiao, acabou por nos distrair e de novo nos separamos, mas desta vez fiquei contente por saber que finalmente te iria poder dizer o que queria ha' muito tempo.
Mais tarde voltamos-nos a encontrar e entre a conversa casual, disseste-me que foste ver o filme canadiano "Crazy" e confessaste-me que choraste durante o filme. Fiquei curiosissimo para ir ver o filme, ficando com uma certeza de que vou gostar. A conversa tomou um rumo interessante, de relacoes inter-pessoais, falei-te do livro "Uma Casa no Fim do Mundo" e tu falaste-me do livro que andas a ler, depois descobrimos que afinal tinhamos lido muitos livros em comum e que as interpretacoes pessoais que ambos tinhamos eram concordantes. 'A medida que a conversa prosseguia, mesmo ao som altissimo da musica, ia descobrindo em ti caracteristicas que eu nunca imaginei que existissem em ti. Caracteristicas que eu admiro e de certa forma procuro nos outros e julgava (por experiencia propria) erradamente, inexistentes ou pelo menos rarissimas em pessoas com um perfil semelhante ao teu. Depois de ter conversado contigo, percebi de onde vinha a tua boa energia e da forma como te relacionas com a vida...

Vou parar por aqui com o relato dessa noite, supostamente planeada para marcar um fim acabou acabou por marcar um comeco... nao sei bem de que mas sei que foi o inicio de algo que mexeu comigo.
O resto da noite foi a evolucao do processo de conhecimento recíproco e uma sucessao de admiracoes e quase espantos, 'a medida que iamos descobrindo o quanto os nossos mundos interiores se tocam... quase perfeito demais para ser real!

Desde ontem de manha, quando te deixei 'a porta da tua casa, ando a pensar que talvez esse tal conceito de "alma-gemea" existe mesmo e que aquela estoria Arabe que diz que somos meia-laranja e que algures existe a outra meia que nos fara' sentir completos, tem sentido!

Sera' que logo agora que estou de partida para longe, encontro aqui quem eu sempre procurava?!
Porque nao estive mais atento aos sinais que pressentia e nao agi mais rapidamente?
Deverei desviar o meu caminho ja' tracado, voltar para traz para ficar mais perto de ti?
Um nao acabar de questoes, para as quais tenho que arranjar respostas de imediato, quase que me atormentam... pois sei que o tempo nao para.
A vida - marota que e'- pregou-me esta partida de surpresa, quando menos esperava... e eu ainda nao estou bem a ver o que ela me quer dizer com isto...


walking home around 05:30 am:

- Butterfly... you know butterfly?!
- a movie... a book?
- No, just butterfly... you remind me of butterflies
- Oh... how come?!
- butterflies are human soul...
(...)




I didn't know that, thank you!

Tuesday, September 26, 2006

Madonna's Concert in Amsterdam - part I - A Aparicao da Nossa Senhora

Vamos la' tentar animar aqui um pouco este espaco para nos distrair a atencao deste periodo caotico que actualmente atravessa.
Para isso, recordaremos nos proximos posts, momentos intensos de adrenalina e celebracao da vida, testemunhados no passado dia 4 de Setembro, na arena do Ajax, em Amsterdam, durante o concerto da Madonna, "Confessions Tour"
Esta serie de posts que hoje se inicia, tem como objectivos de registar aqui o testemunho desse grande e fantastico espetaculo, bem como de tentar transmitir um pouco das fortes emocoes sentidas durante esse espetaculo.

Photobucket - Video and Image Hosting'A partida, Amsterdam - cidade escolhida por conveniencia de datas, para assistir a mais um concerto da Madonna - apresentava-se-me como um local menos adequado ao culto da nossa dama, quando comparado 'as extravagancas que Nova York ofereceu na noite do 20 de Junho de 2004, no seu concerto Reinvention Tour, mas para surpresa minha, e ainda bem, estava errado!
De facto, os espectadores que se dirigiam ao estadio do Ajax, estavam na sua grande maioria vestidos discretamente. Viam-se muitos chapeus de cow-boys e algumas material girls, mas nada comparado com o desfile visto na referida noite em Nova York a caminho do Madison Square, de variadissimas formas de "madonnas-wanna-be's". Photobucket - Video and Image Hosting
Em Nova York, o espetaculo iniciou-se ca' fora, muito antes de se entrar para o estadio, descendo um pouco de intensidade logo 'a entrada e durante o tempo de espera, devido 'as regras rigidas de ordem e controle. Ja' em Amsterdam, passou-se o contrario, ca' fora, nao havendo muito a salientar quanto a personagens trajados de Madonnas, o espetaculo iniciou-se com muita energia, imediatamente quando se entrou no estadio onde nos esperava um oceano de gente a curtir um som fantastico, criacao dum dj cujo nome nao registei. O ambiente era quase o de uma rave gigantesca e as regras de consumo de alcool, tabaco e afins, eram muito semelhantes 'as duma rave. O controle de seguranca era adequado e desprovido da quase paranoia, encontrada em Nova York, sendo permitido o porte e uso de maquinas fotograficas e de filmar. O tempo de espera de praxe, nao foi pesado, antes pelo contrario, contrariou em cheio o tema que a certa altura reza "...time goes by so slowly..."
No meio da euforia e da boa musica, houve momentos que nem na Madonna se pensava...

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Ate' que por volta das 21H, (1 hora depois da hora prevista do inicio do concerto), o dj calou-se... o publico excitou-se... o estadio arroseou-se... e dessa luz rosa emergiram cavalos de corrida - eram os primeiros indicios de que algo extrordinario estava para acontecer...

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De repente as luzes apagaram-se, e la' ao longe ouvia-se uma voz que verbalizava palavras que faziam sentido. De respiracao suspensa, o estadio calou-se mas a tensao sentia-se a crescer.

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Depois fez-se luz novamente e eis que se inicia o milagre - do ceu viu-se uma bola de cristal a descer sobre a terra, que depois se abriu em forma de petalas de flor e de la' saiu uma muher linda, com uma doce voz a cantar palavras de encantar...



I'm gonna tell you about love
Let's forget your life
forget your problems...




Era ela, Madonna in personna!!!


A tensao rebentou por todos os lados e de todas as formas e foi um extase explosivo de duracao prolongada...

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Naquele momento, ao sentir e ser involvido por uma energia fantastica de milhares de gentes ao assistir 'aquela Aparicao, deu para imaginar o "high" que algumas pessoas sentiram, numa aldeia da Beira Litoral a 13 de Outubro de 1917, ao assistirem a um espetaculo algo de equivalente para a epoca e para os tempos de entao!

O extase continua...

First 4 photos by Nic - Amsterdam, Sep.2006
Other photos (Fotos da aparicao) from here.

Thursday, September 21, 2006

Antes do fim...

Nao, nao e' ainda o fim do Tripping, e' apenas a mudanca da sua sede. Ate' la', ha' uma travessia entre dois mundos a fazer, que inevitavelmente esta' a provocar caos e dai' esta descontinuidade aqui pressentida.
Ja’ aqui tenho dito que sinto um enorme desalento, quando tenho de fazer face ao fim e logo que a vida nao e’ mais do que uma sucessão de fins, que nos conduzem a novos inicios... mas mesmo sabendo isso, nao me habituo...
E quando se trata de um fim colectivo - ou seja o fim de muita coisa ao mesmo tempo, quase de tudo o que nos rodeia no presente - e temos que partir para longe, para comecar de novo, o desconforto e’ ainda mais penoso.
E' um desses fins que se me avizinha. Vou deixar Taiwan, o comboio vai comecar a andar e vou ter de partir para outras paragens, fazer andar outros comboios.
Por razoes profissionais e por uma boa dose de curiosidade, em breve deixo Taiwan e mudo-me para Qatar. Nao deveria estar triste, pois tal como o Helder Blayer disse: -

“Quando for grande, quero dar a volta ao mundo. Foi sempre um desejo meu, desde pequeno. Conhecer terras, gentes, costumes e sei lá mais o quê.(...)”
Helder Blayer "Opramim" 1997 - Açores, Ponta Delgada
(texto publicado na internet em link desconhecido, cujo autor encontrei a sua galeria de fotos aqui)

- tambem eu sempre quis ver o mundo, e isso sei que e' impossivel de se realizar sem partir e sem chegar.
Sei tambem que quando se chega a um sitio novo, acabamos por passar pelas etapas que aqui descrevi: “Integracao Cultural - da "Honey Moon Period" 'a Aculturacao”.
E mesmo sabendo e experimentando isso varias as vezes, ainda nao aprendi a ser insensivel aos dias que antecedem ‘a partida, ao abandono e ao fim...

Monday, September 11, 2006

Tudo tem um fim...

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Manhattan

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"And in the evening, please don't touch the stars."

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On the Observation Deck


1st and 3rd photos: A NYC August afternoon in the 80's.
2nd photo: free pamphlet given during the WTC visit.

Thursday, August 17, 2006

Wednesday, August 16, 2006

fim do dia na birmania

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Termina aqui este passeio pela Birmania, que iniciamos aqui.
Para fechar esta serie, escolhi em alusao ao titulo do post, um fim do dia na Birmania e a minha foto preferida desta viagem:

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photos by Nic @ Burma - April 1998

Monday, August 14, 2006

Mulher da Birmania

A democracia da Birmania continua presa em casa da Mulher que mais tem feito por ela, Aung San Suu Kyi.
Suu Kyi e' a lider do partido "National League for Democracy", vencendo as eleicoes na Birmania em 1990, foi consequentemente presa na sua residencia, onde ainda hoje se encontra.
Em 1991, foi-lhe atribuido, o premio Nobel da Paz, o qual doou na sua totalidade (1.3 milhoes de US$) a um fundo de desenvolvimento para a saude e educacao do povo da Birmania.
Aung San Suu Kyi, a Mulher que inspira e da' esperancas de melhores dias, 'as mulheres na Birmania.

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photos by Nic @ Burma - April 1998

Saturday, August 12, 2006

Vida 'a volta dos templos

Uma heranca dum passado longinquo, e' ainda hoje fonte de alimento.
Apear dos templos de Bagan, se espalharem num imenso oceano desertico sem infras-estruturas, os Birmanenses da regiao, nao deixam faltar nada aos visitantes.

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O transporte publico e' garantido, ida e volta!

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Quando a fome ou sede apertam, o servico catering movel la' esta'!

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Ate' os servicos de guias, esperam pacientemente pelos visitantes.

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Sao guias que ainda nao o deveriam ser e que se formam por eles proprios, pois a necessidade assim os obriga.
Nao falam ingles mas oferecem o seu melhor para nos valorizarem a visita. Seguem-nos a uma distancia segura e de vez em quando correm 'a nossa frente e com uma enorme determinacao em nos serem uteis, vao apontando o dedo para pequenos detalhes que doutro modo talvez nos passassem despercebidos.


photos by Nic @ Bagan, Burma - April 1998