photos by Nic - Sydney, Australia - May 2006
Descriptions and impressions acquired when travelling abroad... As viagens aqui blogueadas, sao percursos fisicos e mentais, feitos fora da minha terra...
Wednesday, June 07, 2006
Tuesday, June 06, 2006
A Alma dum País
O conceito de “alma dum país”, do modo em que o apresento aqui, e’ um conceito pessoal, tratando-se apenas de uma forma metaforica de descrever o que sinto (ou nao), num primeiro contacto com um país ou com uma cultura ate’ ai’ desconhecidos.
Talvez seja um exagero da minha parte afirmar que um determinado país nao tenha alma, pois se e’ habitado por seres humanos e por definicao, esses de certeza possuem-a.
Quando afirmei que a Australia e’ um pais sem alma, obviamente nao me referia ‘a alma individual de cada cidadao, mas ao que sentia em contacto com o “todo”.
Descrevo-o este "todo", de forma empírica, como uma especie de energia libertada e pressentida em contacto directo com um espaco e as pessoas que ocupam esse espaco bem como os seus comportamentos, habitos, costumes, rituais, etc... E' o que se sente quando em contacto com uma cultura que teve uma evolucao natural de muitos seculos e milenios, comum a concidadaos que ocupam um determinado territorio.
O impacto deste “todo” na minha pessoa, ou seja o processo de interaccao entre a minha pessoa e esse país, permite-me detectar, sentir e de certa forma "medir" a alma desse país. Considero que quanto maior for esse impacto, mais rica e densa e’ a alma desse país.
Um país com muitos seculos de historia, como uma cultura fortemente enraizada, definida e estampada por dentro e por fora, na architectura, no dna das pessoas, na forma de se comportarem, de comunicarem, de viverem, de se correlacionarem, de celebrarem a vida, etc, tem ‘a partida uma alma, a qual nao podera’ passar despercebida a qualquer forasteiro de passagem.
Por outro lado, e para regressar ao exemplo concreto da Australia, trata-se dum país onde o desenvolvimento natural do seu povo nativo, os chamados aborigines, cuja presenca no territorio data de um periodo de ha’ cerca de 30 a 40 mil anos, foi abruptamente interrompido, e mesmo erradicado com a chegada dos colonos em Janeiro de 1788, dai' resultando o desaparecimento da alma nativa.

Os ingleses imposeram a sua forca e modos de vida e a pouco e pouco foram destruindo um povo e cultura de milhares de seculos. Desta forma, foram destruindo a alma natural desse territorio.

Recriaram artificialmente, a alma que traziam e por caracteristicas intrinsecas ‘a sua cultura, marcaram a paisagem com formas (apenas visiveis das fundacoes da cultura que carregavam nas bagagens. Como processo artificial que foi, e de tao curto tempo que teve ate’ ao presente, o que se ve hoje da cultura anglo-saxónica, nao e’ o que se sente.

Tal como os colonos recem-chegados apagaram a alma que encontraram, a distancia e o tempo tambem apagam as origens da alma que querem recriar no novo territorio, e o que se vai reproduzindo vai tomando caracteristicas proprias do novo mundo.

Restam contudo os tracos visiveis e imitados da origem, contudo nao sao sentidos e por isso nao alimentam a actual alma local.

As cidades transmitem a necessidade de relembrar as raizes da cultura que ocupou este territorio.

Assim enfeita-se a cidade com as fundacoes da civilizacao occidental, criam-se altares aos fundadores da colonia e discretamente decoram-se com pequenas alusoes a quem la ja estava e nada tem a haver com o que la esta’.

Conscientes de um mundo contemporaneo mais politicamente correcto, promovem de forma commercial mas em pequena e humilde escala, aquilo que encontraram e destruiram, a cultura aborinea.

A Australia, um pais superficialmente lindo, de paisagens encantadoras, de gentes simpaticas e com uma optima qualidade de vida, para mim e’ um pais muito novo para revelar a sua nova alma que decerto se formara’ ao longo dos proximos seculos e milenios, caso este novo processo de formacao e crescimento nao seja outra vez artificialmente interrompido.

Ate’ la’, no meio do conforto material e calor natural, sente-se um certo vazio e uma certa monotonia. Sente-se no tempo que separa, as sessoes de praia, os copos, as visitas a museus, os espetaculos, o vazio entre a alma que ja nao existe e aquela que ainda nao se formou,
Um vazio que so e’ temporariamente preenchida com paisagens deslumbrantes e contactos muito comtemporaneos!
Este texto e’ apenas uma refexao, do forma como senti a Australia. Nao tem qualquer base cientifica ou academica.
Se calhar, a boa disposicao e simplicidade com que os Australianos curtem a vida, a boa cerveja e bons vinhos sao suficientes para preencher a alma de muitas pessoas. A minha e’ que talvez seja um pouco exigente ou talvez esteja mal habituada por ser originaria do velho continente e de estar exposta a outras com milhares de anos de existencia.
De qualquer dos modos como iremos ver nos posts que se seguem, a Australia recomenda-se altamente para umas ferias, em particular se estiver a passar pela zona!
photos by Nic at Sydney, Australia - May 2006
Talvez seja um exagero da minha parte afirmar que um determinado país nao tenha alma, pois se e’ habitado por seres humanos e por definicao, esses de certeza possuem-a.
Quando afirmei que a Australia e’ um pais sem alma, obviamente nao me referia ‘a alma individual de cada cidadao, mas ao que sentia em contacto com o “todo”.
Descrevo-o este "todo", de forma empírica, como uma especie de energia libertada e pressentida em contacto directo com um espaco e as pessoas que ocupam esse espaco bem como os seus comportamentos, habitos, costumes, rituais, etc... E' o que se sente quando em contacto com uma cultura que teve uma evolucao natural de muitos seculos e milenios, comum a concidadaos que ocupam um determinado territorio.
O impacto deste “todo” na minha pessoa, ou seja o processo de interaccao entre a minha pessoa e esse país, permite-me detectar, sentir e de certa forma "medir" a alma desse país. Considero que quanto maior for esse impacto, mais rica e densa e’ a alma desse país.
Um país com muitos seculos de historia, como uma cultura fortemente enraizada, definida e estampada por dentro e por fora, na architectura, no dna das pessoas, na forma de se comportarem, de comunicarem, de viverem, de se correlacionarem, de celebrarem a vida, etc, tem ‘a partida uma alma, a qual nao podera’ passar despercebida a qualquer forasteiro de passagem.
Por outro lado, e para regressar ao exemplo concreto da Australia, trata-se dum país onde o desenvolvimento natural do seu povo nativo, os chamados aborigines, cuja presenca no territorio data de um periodo de ha’ cerca de 30 a 40 mil anos, foi abruptamente interrompido, e mesmo erradicado com a chegada dos colonos em Janeiro de 1788, dai' resultando o desaparecimento da alma nativa.
Os ingleses imposeram a sua forca e modos de vida e a pouco e pouco foram destruindo um povo e cultura de milhares de seculos. Desta forma, foram destruindo a alma natural desse territorio.
Recriaram artificialmente, a alma que traziam e por caracteristicas intrinsecas ‘a sua cultura, marcaram a paisagem com formas (apenas visiveis das fundacoes da cultura que carregavam nas bagagens. Como processo artificial que foi, e de tao curto tempo que teve ate’ ao presente, o que se ve hoje da cultura anglo-saxónica, nao e’ o que se sente.
Tal como os colonos recem-chegados apagaram a alma que encontraram, a distancia e o tempo tambem apagam as origens da alma que querem recriar no novo territorio, e o que se vai reproduzindo vai tomando caracteristicas proprias do novo mundo.
Restam contudo os tracos visiveis e imitados da origem, contudo nao sao sentidos e por isso nao alimentam a actual alma local.
As cidades transmitem a necessidade de relembrar as raizes da cultura que ocupou este territorio.
Assim enfeita-se a cidade com as fundacoes da civilizacao occidental, criam-se altares aos fundadores da colonia e discretamente decoram-se com pequenas alusoes a quem la ja estava e nada tem a haver com o que la esta’.
Conscientes de um mundo contemporaneo mais politicamente correcto, promovem de forma commercial mas em pequena e humilde escala, aquilo que encontraram e destruiram, a cultura aborinea.
A Australia, um pais superficialmente lindo, de paisagens encantadoras, de gentes simpaticas e com uma optima qualidade de vida, para mim e’ um pais muito novo para revelar a sua nova alma que decerto se formara’ ao longo dos proximos seculos e milenios, caso este novo processo de formacao e crescimento nao seja outra vez artificialmente interrompido.
Ate’ la’, no meio do conforto material e calor natural, sente-se um certo vazio e uma certa monotonia. Sente-se no tempo que separa, as sessoes de praia, os copos, as visitas a museus, os espetaculos, o vazio entre a alma que ja nao existe e aquela que ainda nao se formou,
Um vazio que so e’ temporariamente preenchida com paisagens deslumbrantes e contactos muito comtemporaneos!
Este texto e’ apenas uma refexao, do forma como senti a Australia. Nao tem qualquer base cientifica ou academica.
Se calhar, a boa disposicao e simplicidade com que os Australianos curtem a vida, a boa cerveja e bons vinhos sao suficientes para preencher a alma de muitas pessoas. A minha e’ que talvez seja um pouco exigente ou talvez esteja mal habituada por ser originaria do velho continente e de estar exposta a outras com milhares de anos de existencia.
De qualquer dos modos como iremos ver nos posts que se seguem, a Australia recomenda-se altamente para umas ferias, em particular se estiver a passar pela zona!
photos by Nic at Sydney, Australia - May 2006
Monday, June 05, 2006
No, worries mate!
Na impossibilidade de tomar uma decisao, face a uma tentadora oferta de trabalho em Melbourne, decidi deslocar-me ao local para encontrar a resposta que procurava.
Ainda bem que o fiz, porque as razoes que me levaram a tomar a decisao, nao as poderia conhecer, sem me la ter deslocado.
Tudo o que se le e se ve sobre a Australia, e’ positivo e tudo nos leva a querer de que se trata de um pais magnifico oferecendo niveis elevados de qualidade de vida. Assim o e', de facto a Australia e’ esse país com paisagens naturais deslumbrantes e com cidades concebidas para postais.
Confesso que estava bastante indeciso e houve momentos, particularmente quando estava ‘a beira mar, que a minha decisao pendia para o lado do Sim. Depois de algum tempo e sem surpresas, pude ver o que me fazia hesitar: a Australia e’ para mim, um país superficialmente lindo mas sem alma.
E assim bastou juntar uma virgula 'a famosa expressao australiana, para lhes dar a resposta que procurava:
No, worries mate!
As fotos seguem-se dentro de momentos.
Ainda bem que o fiz, porque as razoes que me levaram a tomar a decisao, nao as poderia conhecer, sem me la ter deslocado.
Tudo o que se le e se ve sobre a Australia, e’ positivo e tudo nos leva a querer de que se trata de um pais magnifico oferecendo niveis elevados de qualidade de vida. Assim o e', de facto a Australia e’ esse país com paisagens naturais deslumbrantes e com cidades concebidas para postais.
Confesso que estava bastante indeciso e houve momentos, particularmente quando estava ‘a beira mar, que a minha decisao pendia para o lado do Sim. Depois de algum tempo e sem surpresas, pude ver o que me fazia hesitar: a Australia e’ para mim, um país superficialmente lindo mas sem alma.
E assim bastou juntar uma virgula 'a famosa expressao australiana, para lhes dar a resposta que procurava:
No, worries mate!
As fotos seguem-se dentro de momentos.
Friday, May 26, 2006
A caminho do sul, ao encontro do inverno
Thursday, May 25, 2006
Criancas de Kathmandu
Dedico este ultimo post da serie do Nepal, ‘as criancas de Kathmandu, particularmente ‘aquelas que para sobreviverem, teem de amadurecer precocemente.
Aqui a pobreza ultapassa o aspecto material. A cidade nem sempre oferece o humanismo e proteccao comunitaria, mais facilmente pressentidos nas aldeias e tao essencial a um saudavel crescimento emocional da crianca.
Aqui os pequenos herois sao grandes, cedo demais!







photos by Nic at Kathmandu, Nepal - April 2000
PS
Termina aqui esta serie de posts sobre o Nepal.
Tudo comecou com a sugestao do Swatch para fazer um post sobre o Nepal.
Lembrei-me entao da viagem que la' tinha feito, ha' seis anos atraz e fui aos bau das memorias e das fotografias, recolher vivencias e traze-las de volta para o presente.
A fraca qualidade das imagens resulta da digitalizacao directamente a partir dos negativos (de fotografias nunca antes imprimidas).
As memorias, no entanto, nao desbotaram. As suas cores permaneceram vivissimas, talvez porque se guardam e se transportam facilmente, ou talvez porque vieram a fazer parte daquilo que nos somos.
'A falta de as podermos viver com quem as queremos compartilhar, fazemos os relatos, escrevemos as palavras e mostramos as fotografias, esperando que pelo menos, as boas energias na altura recebidas, possam de algum modo serem transmitidas e finalmente compartilhadas.
Boas Viajeans!
Aqui a pobreza ultapassa o aspecto material. A cidade nem sempre oferece o humanismo e proteccao comunitaria, mais facilmente pressentidos nas aldeias e tao essencial a um saudavel crescimento emocional da crianca.
Aqui os pequenos herois sao grandes, cedo demais!
photos by Nic at Kathmandu, Nepal - April 2000
PS
Termina aqui esta serie de posts sobre o Nepal.
Tudo comecou com a sugestao do Swatch para fazer um post sobre o Nepal.
Lembrei-me entao da viagem que la' tinha feito, ha' seis anos atraz e fui aos bau das memorias e das fotografias, recolher vivencias e traze-las de volta para o presente.
A fraca qualidade das imagens resulta da digitalizacao directamente a partir dos negativos (de fotografias nunca antes imprimidas).
As memorias, no entanto, nao desbotaram. As suas cores permaneceram vivissimas, talvez porque se guardam e se transportam facilmente, ou talvez porque vieram a fazer parte daquilo que nos somos.
'A falta de as podermos viver com quem as queremos compartilhar, fazemos os relatos, escrevemos as palavras e mostramos as fotografias, esperando que pelo menos, as boas energias na altura recebidas, possam de algum modo serem transmitidas e finalmente compartilhadas.
Boas Viajeans!
Wednesday, May 24, 2006
O futuro do Nepal - nas montanhas.
Intenario cumprido, aproxima-se o fim desta viagem pelo Nepal que por mero acaso, coincidiu com o período importante na historia deste país. Período esse que foi marcado por lutas e conquistas dum povo que enfrentou as agressoes dum rei autocratico, acabando por vencer e recuperar a democracia perdida.
Mas nao deixemos o Nepal sem prestar uma homenagem, 'aqueles que o futuro lhes exigera' aquilo que o presente nem sempre lhes deu.
Hoje apresento-vos, os pequenos habitantes duma pequena aldeia dos Himalaias, situada nas proximidades do Mosteiro de Namobuddha. O isolamento e a relativa pobreza, desperta a imaginacao nas criancas, recorrendo a brincadeiras tradicionais e o que o meio ambiente natural lhes oferece.
Eis os pequenos herois:

Empenhados no desafio...

Pausam no trabalho domestico...

Alertados pela novidade...

Grande auto-confiança no seu pequeno mundo

Genuinamente alegres

A dureza da vida acentua-lhes o caracter!
Sao eles o futuro do Nepal, aqui nas montanhas!
Amanha, concluimos esta viagem, com o regresso a Kathmandu e despedimo-nos com alguns dos pequenos herois la' da cidade.
photos by Nic at a village nearby Namobuddha, Nepal - April 2000
Mas nao deixemos o Nepal sem prestar uma homenagem, 'aqueles que o futuro lhes exigera' aquilo que o presente nem sempre lhes deu.
Hoje apresento-vos, os pequenos habitantes duma pequena aldeia dos Himalaias, situada nas proximidades do Mosteiro de Namobuddha. O isolamento e a relativa pobreza, desperta a imaginacao nas criancas, recorrendo a brincadeiras tradicionais e o que o meio ambiente natural lhes oferece.
Eis os pequenos herois:
Empenhados no desafio...
Pausam no trabalho domestico...
Alertados pela novidade...
Grande auto-confiança no seu pequeno mundo
Genuinamente alegres
A dureza da vida acentua-lhes o caracter!
Sao eles o futuro do Nepal, aqui nas montanhas!
Amanha, concluimos esta viagem, com o regresso a Kathmandu e despedimo-nos com alguns dos pequenos herois la' da cidade.
photos by Nic at a village nearby Namobuddha, Nepal - April 2000
Tuesday, May 23, 2006
Two friends for four days
Saturday, May 20, 2006
palavras que guardam emocoes...
Hoje chegou o Dia tao desejado para quem o espera.
E' o Dia que marca o inicio de novos sonhos e novas vidas.
E' no entanto tambem um Dia que, 'a medida que esses sonhos se vao presseguindo e vivendo, deixara' de ter a importancia grandiosa que tem hoje. Como tantos outros, ira' dissolver-se na memoria. Mas, o que se sente neste Dia, e' algo maravilhoso e isso devera' ser para sempre, avivado em nos. Felizmente ha' formas de recriar emocoes, independentemente do tempo que entretanto passou, de as acordar em nos: um perfume, uma musica, uma imagem e umas palavras que fizeram sentido e nos tocaram em determinadas momentos. E e' talvez por isso que, a tradicao em Portugal, nos aconselha a eternizar este Dia, com palavras - palavras que guardam emocoes!
Hoje chegou esse dia para a minha Manita!
Hoje e' o dia de recolheres as palavras das amizades do presente, para que um dia ao as releres, sintas o que hoje estas a sentir. Assim, Manita, hoje deves estar feliz por conseguires chegar onde chegaste e sempre que leres estas palavras, iras decerto sentir as emocoes que sentes hoje:


Eu estou ai' contigo e tu aqui a celebrar comigo!
Muitos Parabens e muitos Beijinhos
Acima de tudo que sejas muito feliz!
manu
E' o Dia que marca o inicio de novos sonhos e novas vidas.
E' no entanto tambem um Dia que, 'a medida que esses sonhos se vao presseguindo e vivendo, deixara' de ter a importancia grandiosa que tem hoje. Como tantos outros, ira' dissolver-se na memoria. Mas, o que se sente neste Dia, e' algo maravilhoso e isso devera' ser para sempre, avivado em nos. Felizmente ha' formas de recriar emocoes, independentemente do tempo que entretanto passou, de as acordar em nos: um perfume, uma musica, uma imagem e umas palavras que fizeram sentido e nos tocaram em determinadas momentos. E e' talvez por isso que, a tradicao em Portugal, nos aconselha a eternizar este Dia, com palavras - palavras que guardam emocoes!
Hoje chegou esse dia para a minha Manita!
Hoje e' o dia de recolheres as palavras das amizades do presente, para que um dia ao as releres, sintas o que hoje estas a sentir. Assim, Manita, hoje deves estar feliz por conseguires chegar onde chegaste e sempre que leres estas palavras, iras decerto sentir as emocoes que sentes hoje:
Eu estou ai' contigo e tu aqui a celebrar comigo!
Muitos Parabens e muitos Beijinhos
Acima de tudo que sejas muito feliz!
manu
Friday, May 19, 2006
Pequeno Almoço nos Himalaias
Pernoitar num mosteiro budista, significa ir dormir quando o sol se esconde. 'As primeiras impressoes, podera' nos parecer um absurdo, mas depois duma viagem fatigante e tendo em conta a calmaria que nos rodeia, depressa se conclui que e' uma optima ideia. Os dormitorios sao obviamente tao humildes como basicos, fazendo lembrar o que deveriam ter sido as estalagem da antiguidade. O vento a sacudir as bandeiras de buda e a fatiga que nos sacudiu, embala-nos num sono profundo e sonhado com realidades e fantasias que se confundem.
Antes do nascer do sol, por volta das 4 da manha, comecam as oraçoes. Cantares hipnotisantes espalham-se em eco, ocupando o vazio do silencio. Com eles, despertamos dos sonhos e por momentos nao distinguimos a realidade da fantasia.
Quando la' embaixo, o sol começa a espreitar, o ar gélido aquece, tornando menos penoso os banhos nas aguas glaciares.
A pouco e pouco a vida renasce no mosteiro.

As actividades para a preparacao da primeira refeicao ocupa os residentes que repartem as tarefas de forma organizada.
Finalmente, por volta das 6:00 da manha, o ar fresco da montanha e' invadido por ondas de caril.

E todos se sentam 'a mesa para participarem na parte mais amarga desta experiencia.

O pequeno almoco consiste num caril picantissimo de legumes, acompanhado com uma especie de miolo de pao sem sal e regado com cha'.

O que torna o pequeno almoco, numa aventura amarga, para quem nao esta' habituado a sabores que vao para alem do exotico, e' precisamente o cha'.

Para quem estiver 'a espera dum cha' aromatico, com mel, limao ou leite, esqueça, pois ira' saborear uma grande decepcçao.
Tal como no Tibete, o cha' aqui e' diluido com mateiga de Yak (especie de bizonte ou bufalo), dando-lhe um aroma e sabor extremamente fortes e temperado com sal. Quando todos os olhares caiem sobre nos e quando nao queremos decepcionar, engolimos e sorrimos e dizemos obrigado por nos terem recebido.

Com um certo habito, nao havendo alternativa e depois de algum tempo (muito), todos certamente acabarao por se tornar amantes deste amargo e salgado cha' com aroma a yak. Afinal e' a bebida que mais se bebe por aqui. (Esqueci-me de dizer que tambem e' a unica disponivel?)

Cha', horarios e dieta rígida, 'a parte, prenoitar num mosteiro budista e' uma experiencia enriquecedora e certamente inesquecivel!
Uma viagem tao longe, para chegarmos mais proximos de nos!
photos by Nic at Namobuddha Buddhist monastery, Nepal - april 2000
Antes do nascer do sol, por volta das 4 da manha, comecam as oraçoes. Cantares hipnotisantes espalham-se em eco, ocupando o vazio do silencio. Com eles, despertamos dos sonhos e por momentos nao distinguimos a realidade da fantasia.
Quando la' embaixo, o sol começa a espreitar, o ar gélido aquece, tornando menos penoso os banhos nas aguas glaciares.
A pouco e pouco a vida renasce no mosteiro.
As actividades para a preparacao da primeira refeicao ocupa os residentes que repartem as tarefas de forma organizada.
Finalmente, por volta das 6:00 da manha, o ar fresco da montanha e' invadido por ondas de caril.
E todos se sentam 'a mesa para participarem na parte mais amarga desta experiencia.
O pequeno almoco consiste num caril picantissimo de legumes, acompanhado com uma especie de miolo de pao sem sal e regado com cha'.
O que torna o pequeno almoco, numa aventura amarga, para quem nao esta' habituado a sabores que vao para alem do exotico, e' precisamente o cha'.
Para quem estiver 'a espera dum cha' aromatico, com mel, limao ou leite, esqueça, pois ira' saborear uma grande decepcçao.
Tal como no Tibete, o cha' aqui e' diluido com mateiga de Yak (especie de bizonte ou bufalo), dando-lhe um aroma e sabor extremamente fortes e temperado com sal. Quando todos os olhares caiem sobre nos e quando nao queremos decepcionar, engolimos e sorrimos e dizemos obrigado por nos terem recebido.
Com um certo habito, nao havendo alternativa e depois de algum tempo (muito), todos certamente acabarao por se tornar amantes deste amargo e salgado cha' com aroma a yak. Afinal e' a bebida que mais se bebe por aqui. (Esqueci-me de dizer que tambem e' a unica disponivel?)
Cha', horarios e dieta rígida, 'a parte, prenoitar num mosteiro budista e' uma experiencia enriquecedora e certamente inesquecivel!
Uma viagem tao longe, para chegarmos mais proximos de nos!
photos by Nic at Namobuddha Buddhist monastery, Nepal - april 2000
Tuesday, May 16, 2006
A caminho do mais alem
Tinha iniciado, sem o saber na altura, a viagem mais perigosa a que alguma vez me submeti. O veiculo roncava montanha acima por caminhos encravados nas encostas, oscilando vertiginosamente, ora contra a montanha, ora perigosamente contra o precipício. Passadas umas horas, chegamos a um cruzamento com um carreiro que cortava a montanha quase a ingrime, onde o veiculo parou e nos finalmente descemos. Para grande alivio meu, teriamos a partir desse ponto, continuar a subir a montanha a pe'. Preferia escalar encostas escarpadas do que continuar naquele balanco constante entre o bater na montanha e o ser projectado em direccao ao vale. Ate' ali tinha sido uma viagem tao assustadora pelo perigo constante, como cansativa pelo esforco enorme para me conseguir segurar no tejadilho do veiculo.
A partir dai', a subida lenta permitiu apreciar a paisagem e so' nessa altura conclui' pela primeira vez que o esforco e o risco tinham valido a pena.
O sol ja quase se escondia, quando chegamos a um pequenissimo aglomerado de casas, talvez duas ou tres
e mais umas dezenas de metros em direccao ao ceu, chegamos finalmente ao nosso destino, o Mosteiro Budista que nos iria acolher.
A chegada ao cimo foi croada com uma enorme sensacao de satisfacao e um grande deslumbramento pela paisagem e por todo o ambiente que nos rodeava.
Estavamos no tal sitio onde Buda tinha mais uma vez dado provas da sua enorme compaixao, que viria a inspirar muitos durante os seculos que se passaram e certamente haverao de vir.
Um dia, durante uma das suas caminhadas de meditacao, Buda encontrou uma tigre e as suas crias, a morrer de fome. Buda, para salvar a tigre e as suas crias, nao hesitou em cortar pedacos do seu proprio corpo e alimentar os animais, salvando-os duma morte prematura. Assim reza a historia, e por isso este lugar passou a ser procurado por peregrinos que veem prestar homenagem a Buda, agradecendo-lhe a compaixao que praticou e legou 'a religiao Budista.
Enquanto que ouvia a historia, com todo o repeito que tenho por esta religiao, nao conseguia tirar os olhos de algo mais terreno - a magnifica paisagem que se encontrava aos meus pes!
Distraidamente precorro o horizonte e a dado momento deparo-me com Buda que me piscou os olhos, como que a concordar com os meus pensamentos: adorar a paisagem, e' tambem uma forma agradecer aos deuses a nossa existencia.
Tinha finalmente chegado ao mais alem!
Wednesday, May 10, 2006
O Hinduismo nas ruas de Kathmandu
Monday, May 08, 2006
Ang Lee veio 'a sua terra, Tainan!
Interrompe-se aqui a viagem pelo Nepal, para assinalar a visita de Ang Lee a Tainan - cidade onde ele cresceu e onde eu actualmente resido.

Director Ang Lee, right, presents a poster and a DVD of "Brokeback Mountain" as gifts to Tainan Mayor Hsu Tain-tsair at Tainan City Hall.
PHOTO: WU HSIN-HUA, TAIPEI TIMES
Conhecendo Tainan, nao me admiro que daqui tenha saido a pessoa que realizou o Brokeback Mountain!
Tainan, a antiga capital de Taiwan, conhecida pela sua diversidade cultural e espiritual, terra onde foi fundado o primeiro templo (instituicao de ensino) ao filosofo Confúcio.
Aqui a arte e' permanentemente celebrada nas ruas. A diversidade de templos e rituais, maravilham, abrindo portas para o passado.
A natureza tambem tem o seu papel importante para o ambiente aqui sentido, desde a sua primavera explosiva, ao intenso verde tropical, realcada pelo miticismo sentido nos parques centenarios, que de noite sao iluminados com laternas vermelhas.
Tainan tem sido a a minha terra 'a quase 4 anos, tem-me mostrado como sorrir 'a vida e caminha-la com serenidade!
Tainan e' uma cidade que inspira e faz acordar os sentidos!
Director Ang Lee, right, presents a poster and a DVD of "Brokeback Mountain" as gifts to Tainan Mayor Hsu Tain-tsair at Tainan City Hall.
PHOTO: WU HSIN-HUA, TAIPEI TIMES
Conhecendo Tainan, nao me admiro que daqui tenha saido a pessoa que realizou o Brokeback Mountain!
Tainan, a antiga capital de Taiwan, conhecida pela sua diversidade cultural e espiritual, terra onde foi fundado o primeiro templo (instituicao de ensino) ao filosofo Confúcio.
Aqui a arte e' permanentemente celebrada nas ruas. A diversidade de templos e rituais, maravilham, abrindo portas para o passado.
A natureza tambem tem o seu papel importante para o ambiente aqui sentido, desde a sua primavera explosiva, ao intenso verde tropical, realcada pelo miticismo sentido nos parques centenarios, que de noite sao iluminados com laternas vermelhas.
Tainan tem sido a a minha terra 'a quase 4 anos, tem-me mostrado como sorrir 'a vida e caminha-la com serenidade!
Tainan e' uma cidade que inspira e faz acordar os sentidos!
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